Por onde andei….

Oi, amorecos!

Tudo bem com vocês???

 

Sim, eu sumi. (nossa! que novidade!!) Mas foi por um bom motivo.

Lembram daquele trabalho que fui fazer entrevista? Não? Então leia aqui pra poder entender.

Enfim, CONSEGUI!!!!

Pra trabalhar na Bienal Internacional do Livro de São Paulo!\o/

Não deu tempo de vir aqui contar, pedir pra que me visitassem e me dessem muitos abraços, desculpa…

Foi tudo muito lindo! Trabalhar com livros foi a coisa mais incrível que me aconteceu.

Precisei ficar os 11 dias lá em São Paulo (pra quem não sabe, sou de São José dos Campos). Sim. Fiquei longe do maridão e das cria, queria vir pra casa todo santo dia, mas consegui ir até o fim com a sensação de vitória.

Antes de mostrar as poucas fotos que tenho de lá, vou primeiro fazer uma análise “emocional” da situação toda.

Vocês sabem como estou enfrentando a depressão. Não sei dizer se ela ainda está aqui, mas, se estiver, está muito bem escondida, graças a Deus. Mesmo assim, tenho alguns episódios ruins relacionados a ela…

Eu aceitei o trabalho na Bienal, para trabalhar como promotora de vendas da V&R Editoras (pra quem não lembra de cabeça, é a editora de Diário de um Banana). Assim que eu aceitei, pulei de alegria, chorei de emoção, ri de nervosismo. Quando tudo isso passou, veio a ansiedade.

“Como você vai ficar 11 dias sozinha?”, “E se você se perder?”, “E se você odiar o trabalho e se arrepender?”, “E se algo acontecer com seus filhos quando você estiver lá?”, “E se coisas piores que isso acontecerem???”

Foram muitos  “e se” passando pela minha cabeça. Perdi noção de quantas vezes disse ao meu marido que eu não queria mais, mesmo depois de já ter entregue os documentos…

Apesar disso, venci a ansiedade e fui.

E eu achando que ela me deixaria em paz quando eu estivesse lá. Tá! Muita inocência minha.

Precisava ir ao Anhembi todo dia de metrô e ônibus (esse último era fornecido de graça pela organização do evento). Era necessário uma caminhada até os dois. Curta caminhada, mas cheia de medo. “E se eu for assaltada?”, “E se, com esse trânsito de São Paulo, eu acabar sendo atropelada e morrer?”, “E se eu pegar o metrô pro lugar errado ou descer na estação errada?”.

Várias vezes dentro do metrô estive a beira de um ataque de pânico. Minhas mãos suavam, sentia minha pressão caindo, a respiração ficava curta e ofegante, um aperto no peito começava a crescer e parecia me sufocar.

Lembrei de uma amiga que passou pelo mesmo e me mandou mensagem pedindo ajuda. Lembrei o que eu disse a ela. Fechei os olhos, respirei fundo, prendi a respiração por 3 segundos, soltei. Repeti o processo. “Você consegue, já fez isso antes. Você até decorou o caminho! Não tem motivo para pânico! Respira…”, era isso o que eu pensava enquanto fazia o exercício de respiração.

Quando finalmente me acalmava, abria os olhos e lá estava eu, renovada, pronta para continuar. E deu tudo certo.

Não me perdi, não fui assaltada, não aconteceu nenhuma desgraça, nem mesmo aconteceu de descer na estação errada! E essa, meus caros leitores, foi a melhor experiência da minha vida.

Eu ouvia muito que eu sou capaz, que eu sou forte e todos os clichês possíveis, mas sabemos que palavras não adiantam nessas situações. Só vivendo mesmo.

E eu vivi.

E sobrevivi.

E estou aqui para contar que está tudo dentro da nossa cabeça. Todas as paranoias e também a solução para elas. Mas tudo isso está do outro lado do medo. Só precisamos de uma pequena dose de coragem para enfrentá-lo e então alcançarmos toda nossa força!

Essa é uma lição que levarei sempre comigo. Espero que sirva de exemplo para aqueles que vivem dentro da própria cabeça. Ouça bem: Você consegue! ❤

 

Agora, deixa eu mostrar as coisas linda que aconteceram lá:

Galera linda que trabalho comigo no primeiro turno

Galera linda que trabalho comigo no primeiro turno

 

Eu e Tamires.. ops... Krestel, personagem do livro "A Maldição do Vencedor"

Eu e Tamires.. ops… Krestel, personagem do livro “A Maldição do Vencedor”

 

Eu e Pororo (toda vez que o dito aparecia, eu gritava "OLHA O PORORO!!!!")

Eu e Pororo (toda vez que o dito aparecia, eu gritava “OLHA O PORORO!!!!”)

 

Eu e Greg (Diário de um Banana). Detalhe que furei fila de várias criancinhas para poder tirar essa foto kkkkkkkk

Eu e Greg (Diário de um Banana). Detalhe que furei fila de várias criancinhas para poder tirar essa foto kkkkkkkk

 

Eu e Ana Laura (colega de trabalho) na cabine da Barbie. Não dava pra não tirar foto lá, né? *-*

Eu e Ana Laura (colega de trabalho) na cabine da Barbie. Não dava pra não tirar foto lá, né? *-*

 

MINHA CHEFE, LOUCAAAAAA!!!!! kkkkkkk Mas é amorzinho, juro.

MINHA CHEFE, LOUCAAAAAA!!!!! kkkkkkk Mas é amorzinho, juro.

 

Com o autor mara Danilo Barbosa e nossa diva, Josy Stoque!

Com o autor mara Danilo Barbosa e nossa diva Josy Stoque!

 

Rodrigo Moreira

Com Rodrigo Moreira

Fiz as primeiras impressões do livro dele aqui. Acreditam que ele me reconheceu??? GENTE! QUE EMOÇÃO!!!

 

Com Eduardo Spohr

Com Eduardo Spohr

CLARO que eu ia pegar autógrafo com ele de novo, né, gente! Até parece que não em conhecem. kkkkk

 

Saldo da Bienal

Saldo da Bienal

Dessa vez não consegui trazer muita coisa, porque não tinha forças para andar na hora do meu almoço, muito menos quando acabava meu turno kkkkk Andei bem pouco, para ser sincera. Vi mais o que eu já estava programando para ver e o restante foi lucro do caminho até onde eu queria ir.

Vai ter sorteio de marcadores. Isso eu consegui pra vocês!!! Aguardem.

 

Beijinhos! 😉

Meus Livros da Bienal + Sorteio!

Oi, pessoas!!!

 

Hoje o post tá comprido também, já vou avisando! kkkkk

Tem foto e no final dele tem coisinha para vocês, ok?

 

Quando eu estava na Bienal do Livro no Rio, não tirei muitas fotos com meu celular. Não dava para ficar carregando sacolas de livros, mala e celular, né? Então não tenho fotos do lugar. Tenho fotos com minhas amigas, mas foram elas quem tiraram as fotos. Vou mostrar algumas:

#GrazinoRio kkkkkkk

#GrazinoRio kkkkkkk

Com a Lud, Nega, Lu e Denise

Com a Lud, Nega, Lu e Denise

Essa tiramos sob uma cascata de fumaça. Muito show!

Essa tiramos sob uma cascata de fumaça. Muito show!

Essa garota estava fantasiada de Kaira, personagem da trilogia "Filos do Éden", de Eduardo Spohr

Essa garota estava fantasiada de Kaira, personagem da trilogia “Filhos do Éden”, de Eduardo Spohr.

Acabou! 🙂

É. Não tenho mais fotos do lugar. Queria ter tirado muitas para poder mostrar a vocês, mas não deu mesmo.

 

Vamos aos livros que comprei lá?

TODOS OS LIVROS!

TODOS OS LIVROS!

Sim, gente. Comprei bastantinho. kkkkk

Esses foram os autografados:

Porque com autógrafo é muito mais amor! <3

Porque com autógrafo é muito mais amor! ❤

(clique sobre o nome do livro para ver a sinopse)

Livros não autografados:

Livro é amor de qualquer jeito! <3 <3 <3

Livro é amor de qualquer jeito! ❤ ❤ ❤

(clique sobre o nome do livro para ver a sinopse)

Amei cada comprinha que fiz, mas é claro que eu não me esqueceria de vocês. Isso quer dizer…

SORTEIO!!!

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Claro que o prêmio será livro, mas montei dois kits para vocês escolherem qual querem ganhar.

Kit 01

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O kit 01 contém:

  • 01 exemplar AUTOGRAFADO do livro A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr
  • 20 marcadores de página diversos
  • 03 avisos de porta

Kit 02

WP_20150921_003

O Kit 02 contém:

  • 01 exemplar do Livro de Marcar Livros, da Increasy Consultoria Literária
  • 20 marcadores de página
  • 03 avisos de porta
  • adesivos e um desenho para colorir do livro Jardim Secreto, de Johanna Basford

Para participar, basta preencher o formulário abaixo

***ENCERRADO***

Veja o resultado aqui.

REGRAS:

  1. Preencher todo o formulário.
  2. Ter endereço de entrega no Brasil.
  3. O prazo para participação do sorteio será de 21/09 a 30/09.
  4. O resultado será divulgado dia 01/10.
  5. Será apenas UM GANHADOR, que poderá escolher o Kit que deseja receber.
  6. O ganhador tem um prazo de 24 HORAS para responder ao meu e-mail informando o endereço e o kit escolhido.
  7. Caso o ganhador não respeite o prazo, será feito um novo sorteio e anunciado um novo ganhador.
  8. O sorteio será feito pelo Random.org.
  9. O envio do prêmio será feito em até 07 dias após o recebimento do endereço do ganhador.

Participem, amores! E chamem os amigos para participar também!!!

 

Beijinhos! 😉

Conto de uma Viajante de Primeira Viagem (final)

(Leia a primeira parte aqui e a segunda aqui)

 

Falta pouco. Estou quase chegando em casa… O tempo resolveu ficar feio e a chuva está forte. Meu nervosismo só cresce. Vou ouvir um pouco de música para me distrair.

Ainda falta falar sobre o dia de ontem…

 

Domingo fizemos o que se faz pela manhã: banho, café, conversas… Partimos bem mais cedo para a Bienal a fim de conseguirmos lugares na fila para as sessões de autógrafo. A fila para entrar no lugar era enorme e os portões nem estavam abertos ainda!

Entramos. Lud e Lu foram para as filas e eu fui comprar uns livros que a Lud havia me pedido. No caminho, eu quis passar em uma editora que não passei no dia anterior. Assim que entrei, fui abordada por autor. “Oi! Posso te apresentar meu livro?”, ele perguntou. “Claro!”, eu disse. A medida que ele falava, fui me interessando pela história. Comprei dois livros dele e eles ainda foram autografados. Rodrigo Mendes. Educado e simpático, como todo autor deve ser. Um dos livros tinha um destino certo, mas mudei de ideia e dei ele de presente para a Lud. Espero que ela goste.

A caminho do reencontro com minhas amigas, lembrei que queria comprar um livro para o meu marido. Procurei a editora no mapa. Ali estava ela! Só no mapa, pois seu estande não estava onde deveria estar. Estranho isso… Acabei indo em outro lugar comprar um livro da Agatha Christie. Edição nova. Como eu queria.

Nos reencontramos, entreguei a Lud os livros dela. Ela seguiu seu caminho enquanto eu segui o meu. Encontrei a Lu e seu marido na fila para as senhas. Sentei ali no chão mesmo. Meu joelho ainda não estava cem por cento e faltava mais de uma hora e meia para começarem a distribuir as senhas. Não iria ficar de pé esse tempo todo!

Conversamos bastante. A Lu e o Chacal (apelido do marido dela, nunca vou lembrar o nome dele) me apresentaram a discussão “humanas x exatas”: ele de exatas, ela de humanas. Eu já sabia bem por cima dessa guerra, mas vê-la ali, sendo travada na minha frente, foi divertido demais!

Meio-dia. Hora das senhas começarem a sair. A fila andou rápido. Me deram um papel com uma numeração e uma pulseira rosa. O papel era para o bate-papo com o autor; a pulseira, para a sessão de autógrafos.

Ainda não disse quem é o autor! Eduardo Spohr. Meu marido e eu somos fãs e já lemos todos os livros publicados dele. Queria muito que ele autografasse nosso livro!

Nesse ponto, me despedi da Denise e da Nega. Foram dois dias lindos com elas, mas, com os nossos compromissos, eu não as veria mais antes de ir embora…

Andamos um pouco antes dos nossos compromissos e seguimos para o bate-papo com o autor. Foi muito bom! Teve leitura do prólogo e do primeiro capítulo do próximo livro dele, além dele responder as perguntas dos leitores. Tá que em um determinado momento uma pessoa fez uma pergunta onde a resposta estava no livro. Das duas uma: ou ele não leu todo o livro ou o livro dele tinhas as páginas coladas! Porque, meu Deus do céu! Eu ri daquela pergunta.

Após o bate-papo, seguimos para a sessão de autógrafos. Ficamos duas horas na fila! Lá tivemos uma séria discussão sobre a disposição do “curral” (nós apelidamos assim as grades usadas para organizar a fila): em um corredor ele era largo; no outro, era estreito. Segundo o Chacal, isso foi feito pelo povo de humanas. O mais estreito era o Curral da Reflexão, onde não haveria conversas com os amigos, apenas os pensamentos sobre conseguir o autógrafo. O mais largo era o Curral do Bate-papo, onde haveria muita conversa fiada para a distração das mentes antes do próximo momento de reflexão. Eu ri muito!!! (além de rir da Verdade, mas é uma outra história…)

Chegada a minha vez de ganhar o autógrafo, fiquei nervosa. O Eduardo Spohr é muito simpático, mas me acusou indiretamente de levar o tempo horrível de São Paulo para o Rio de Janeiro. Ok! Eu sempre levo o clima ruim junto comigo, então dá para relevar.

Encontramos a Lud após toda essa jornada e fomos embora. O dia havia sido puxado e o dia seguinte já era o da partida…

 

Lembro de ter ido ao aeroporto junto com a Lu e o Chacal deixar a Lud. Nossa! Tinha acabado mesmo, não é? Dei um abraço apertado nela e agradeci tudo que ela fez por mim. Nos despedimos e segurei firme para não chorar. Poucas horas depois foi a minha vez. Abracei apertado a Lu e também a agradeci por tudo. Me senti tão acolhida por ela que jamais poderei retribuir. 

Cheguei a rodoviária depois de mais de sete horas de viagem. Minhas malas estão pesadas, mas não importa! Preciso ver minha família de novo. Eles não estão aqui. Vou ligar para o meu marido…

Não completei a ligação, pois senti meu coração saltar no peito ao ouvir aquelas vozes que me fizeram muita falta.

“Mamãe!”, um pequeno trio me chama…

“Oi, amor!”, meu marido me diz…

Agora estou completamente feliz.

 

Oi, amores!!!

 

Ufa! Acabou! kkkkk

Essa é a última parte que conta um pouco mais sobre minha viagem ao Rio de Janeiro e ida a Bienal do Livro. Foi tudo muito lindo, mas uma hora acaba, né, povo? Sem falar que eu estava morrendo de saudades da minha família.

Agora, vamos as fotos dos dois autores do domingo:

Rodrigo Mendes

Rodrigo Mendes

Eduardo Spohr

Eduardo Spohr

Acabaram as fotos! 😥

Mentira! kkkkkk

Nos próximos posts vou trazer mais fotos: fotos dos livros que comprei (sim! teve mais além dos autografados), fotos bobas e surpresa para vocês! ❤

 

Beijinhos! 😉

Conto de uma Viajante de Primeira Viagem (segunda parte)

(Leia a primeira parte aqui)

Meu marido liga. Pergunta onde eu estou. Digo que o ônibus está quase chegando em Caçapava. Já é a terceira parada desde que saímos do Rio. Tudo o que eu mais quero é chegar em casa logo. Minhas pernas doem pelo tempo em excesso sentada aqui. Nem o fato de ser um semi-leito ajuda a amenizar a situação. Sou alta, tenho pernas compridas e parece que esses assentos foram projetados para quem tem um metro e meio de altura.

O que eu estava falando mesmo? Ah! Sim. Minha chegada ao Rio de Janeiro…

 

Luciana. Ela me recebeu com um abraço apertado, aquele que acalma o coração. Ela me apresentou seu marido. Tiramos uma foto e enviamos para as meninas saberem que eu havia chegado bem. Elas estavam preocupadas, pois sabiam que era minha primeira viagem sozinha. Já passava da meia noite quando cheguei. Bem mais de cinco horas de viagem…

Avisei meu marido quando chegamos a casa dela. Acolhedora, diga-se de passagem. Conversamos, comi e fomos descansar para o dia seguinte. Deitei sabendo que estava com pessoas maravilhosas e que faltaria apenas algumas horas para me sentir completa.

Acordei sentindo que um trator havia me atropelado. Meu corpo doía, mas o coração ainda mais. Eu estava lá, longe da minha família pela primeira vez. A saudade não dava trégua.

Conversamos mais durante o café. Foi incrível o modo como a conversa saía fácil, fazendo parecer que já nos conhecíamos pessoalmente! Entre goles de café e conversa fiada, recebemos notícias da Lud. Ela estava chegando. Tomei um banho rápido. Fui secar meu cabelo, mas não deu tempo. Ela já estava na rodoviária e precisávamos ir buscá-la logo.

Chegamos lá e a recebi com o mesmo abraço apertado e confortante que ganhei quando cheguei. Ou ao menos tentei. Se era assim ou não, só a Lud pode te dizer.

Por falar nela, preciso contar uma coisa: tudo isso só foi possível graças a ela. Ludmila. Somos amigas, mas não sei se ela faz ideia do quanto a amizade dela é importante para mim. Não tenho amizades aqui na cidade. Na verdade, tenho uma e só. A Lud é aquela com quem eu sempre posso contar, tagarelar e todas as (muitas) baboseiras sobre amizade que eu adoro. A amizade dela é muito importante pra mim… É isso.

Mudamos nossos planos. Ela havia passado doze horas em um ônibus e precisava ao menos comer direito e trocar de roupa. Fomos para a casa da Lu. Depois de ajeitado o que era necessário, partimos para a Bienal.

Me senti pequena dentro daquele lugar enorme. Quanta gente! Quantos livros! Quanto mundo eu não conhecia!

A Denise (que já havia nos encontrado antes para nos dar as entradas) já estava lá dentro junto com outra amiga, Vanessa. Que figura essa! Lá estava ela com uma plaquinha escrito #GrazinoRio. Ri demais. Amei demais esse carinho comigo! Vieram abraços, selfies e começamos a andança.

Paramos em um estande onde a autora Bianca Briones estava autografando. Comprei os livros dela e mais alguns. Entramos na fila para pegar o autógrafo dela. Demorou, mas valeu a pena. Ela é um doce de pessoa e super simpática. Teve foto também.

Fomos para outro estande. A Lud me falou que o Felipe Colbert estava ali. Peguei os livros dele e fui para a fila poder pagar e depois conseguir o autógrafo. (Aqui aconteceu um coisa super chata, mas contar isso só vai estragar a história.) Eu estava na fila e a Vanessa – vamos chamá-la de Nega agora? – me disse que a Vanessa Bosso estava lá também. “Trás um livro dela!”. Ela trouxe. Peguei os autógrafos. Tirei as fotos. A Vanessa Bosso é a simpatia em pessoa! Super sorridente e mesmo com as amigas querendo arrastá-la para o almoço, ela só saiu de lá quando atendeu todo mundo que queria um autógrafo dela. Detalhe: Ludmila é amiga da Vanessa Bosso. Guarde as palavras “Lud” e “amiga”.

Tirei foto com a Josy Stoque. A Lud é amiga dela e nos apresentou. Ela é super divertida, muito alto astral. Saí rindo na foto tamanha a energia contagiante dessa mulher! Não tive mais tempo de ir visitá-la no estande em que ela estava e eu queria muito vê-la de novo.

Fomos atrás do autógrafo do Raphael Montes. Ele foi gentil conosco, autografou com caneta gel dourada! Achei divertido, não sei por quê. Acho que pelo fato de sair do comum. E ele não lembrava em nada uma pessoa comum. Legal demais isso… Ainda ganhamos um desenho do ilustrador do livro dele, o Marcelo Damm. Ele havia acabado de chegar e desenhou um olho em um garfo. Disse que entenderíamos após ler o livro. Meu Deus!

Passamos em um estande pela segunda vez e a Lud queria pegar autógrafo com o autor, também amigo dela, Danilo Barbosa. Ele não pode naquele momento, mas fez questão de tirar fotos. Esse tipo de atenção que o autor dá faz toda a diferença! Adorei a simpatia!!!

Andamos mais, tiramos fotos, nos cansamos. Não estava fácil andar com aquela mala! Mesmo tomando cuidado, as vezes eu batia com ela no pé das pessoas sem querer ou ao contrário, elas é quem batiam na mala. Eu pedia desculpas, as pessoas também pediam desculpas e tudo certo. Mas tinham aquelas que estavam olhando além-mar, tropeçavam na mala e me xingavam (baixinho, mas eu ouvia). Eu pedia desculpas também, mas ficava me perguntando que fã de livro era aquele que não sabia usar as palavras de um modo mais adequado…

Aqui em casa todos amam a Turma da Mônica! Meu marido e eu crescemos lendo e adorando as histórias que Maurício de Souza escrevia e ainda escreve (admito: leio os gibis dos meus filhos!). Isso passou naturalmente para  nossos filhos e eles também adoram. Sabendo muito bem disso, eu disse que traria livros de colorir da Turma da Mônica para eles.

Passamos em um estande com livros da Turma da Mônica e, coincidentemente, o Maurício de Souza estava lá! Eu queria autógrafo e foto, mas ele não estava disponível nem para um nem para outro. Queria ao menos uma foto de longe para poder mostrar as crianças, mas o povo estava amontoado próximo ao local onde o Maurício estava. Acabei desistindo da foto e não encontrei os livros de colorir. Fomos a um outro estande onde eu sabia que teriam os gibis. Lotado também! E nada dos livros de colorir… Até que eu me lembrei o nome da editora que havia publicado os tais livros que eu queria. E fomos.

Gente! Lendo agora, eu que arrastei as meninas para cima e para baixo?

Chegamos ao estande e fui direto aos livros que eu queria. Peguei três. Fui para a fila e minhas amigas foram sentar em um lugar próximo (leia: no chão onde ninguém possa passar por cima). Ali na fila, vi a FML Pepper no estande ao lado.

“Ai, Meu Deus! Ela precisa continuar lá até eu sair dessa fila!”. Foi o que eu pensei. Parecia que a fila não queria mais andar e quase não acreditei quando saí do caixa. Fui em direção as meninas e disse que eu queria um autógrafo da Pepper. Já no dito estande, compramos mais livros aproveitando a promoção. Fui autografar meu livro. A Pepper é ainda mais simpática pessoalmente!

Quando eu disse, pelo Facebook, que eu não conseguiria ir a sessão de autógrafos dela no domingo, a uma da tarde, ela fez questão de me chamar no bate-papo e me dizer que estaria lá em outro horário e que eu poderia sim ir vê-la. Não é uma amor?

Conversamos, rimos e ganhei meu tão querido autógrafo. Pose pra foto! Aproveitamos a oportunidade e conseguimos autógrafo da Tammy Luciano. Simpática também, sorrindo sempre. A exceção foi quando ela teve problemas com a caneta rosa que estava usando para autografar. Eita, caneta difícil! Teve foto também.

O tempo ia passando e meu corpo começou a sentir o cansaço. Meu joelho inchou. Vocês sabem, condropatia patelar. Andei demais, descansei de menos. Voltamos ao ponto de encontro e sentei no chão mesmo, encostada a parede de um estande. A Lud quis pegar o autógrafo do Maurício Gomyde. Perguntou se teria problemas eu ficar lá e esperar por ela. Claro que não! Eu estava sentada e com um monte de livros! Problema onde?

Fiquei lá, sozinha, sentada, com um monte de livros e o joelho inchado. Mas eu estava feliz. E com saudades da minha família. Pensei neles o tempo todo…

A Lud voltou. Disse que iria pegar autógrafo com o Danilo. “Quer que eu pegue autógrafo pra você também?”. “Pega pra mim, por favor!”. Eu não aguentava mais andar. Ela foi, de novo. E voltou, de novo. E conseguiu meu autógrafo.

A Lu apareceu com seu marido. O cansaço já estava mais que estampado em mim. Eu não andava, eu mancava! Mas ainda precisávamos fazer uma coisa: tirar uma foto no Trono de Ferro. Fomos ao estande onde ele estava. Tinha fila, mas bem menor com relação a fila que tinha durante o dia. Tiramos nossas  fotos e compramos mais alguns livros. Hora de ir para casa. O lugar já ia fechar e ainda estávamos ali!

Fomos embora cansados, mas felizes demais. Chegando na casa da Lu, resolvemos pedir pizza. Sair a algum lugar estava fora de cogitação tamanho nosso cansaço. Aproveitei enquanto a pizza não chegava e pedi a Lud para me deixar ligar para casa do celular dela. Problemas com minha operadora, sabe? Liguei e falei com meu marido. Meus filhos já estavam dormindo. Chorei quando me despedi dele. Depois que desliguei arrumamos as compras do dia, comemos pizza e fomos descansar.

Continua…

 

Oi, povo lindo!!

 

Hoje vocês acompanharam a segunda parte da minha viagem ao Rio de Janeiro e o meu primeiro dia na Bienal do Livro. Eu queria colocar os dois dias em que estive lá num post só. Só que ficou comprido demais, então acabei dividindo em dois posts.

Consegui muitos autógrafos nesse dia e vou mostrar agora as fotos com os autores.

Autor Bianca Briones

Bianca Briones ❤

Autor Felipe Colbert

Felipe Colbert

Vanessa Bosso

Vanessa Bosso ❤

Josy Stoque (eu disse que saí rindo na foto kkkk)

Josy Stoque (eu disse que saí rindo na foto kkkk)

Raphael Montes

Raphael Montes

FML Pepper <3

FML Pepper ❤

Autor Tammy Luciano

Tammy Luciano

Danilo Barbosa

Danilo Barbosa

E finalizando as fotos e o post:

Le Eu, no Trono de Ferro!

Le Eu, no Trono de Ferro!

Até pensei em cortar a parte do chinelo na hora de arrumar a imagem, mas isso é para vocês verem meu nível de cansaço: Reinando de chinelo ao final da Bienal! kkkkkk

 

Acompanhem no próximo post o final dessa história!

 

Beijinhos! 😉

Conto de uma Viajante de Primeira Viagem

 

Finalmente o trânsito está andando novamente! Quase quatro horas se passaram desde que embarquei neste ônibus com destino a minha cidade.

Onde eu estava?

Rio de Janeiro.

A aventura começou na sexta-feira, quando disse aos meus filhos “a mamãe vai viajar hoje e volta na segunda, tudo bem?”. Neste instante, apenas curiosidade. “Para onde você vai?”. “Onde você vai ficar?”. “Quem vai com você?”. “É muito longe?”. As respostas às perguntas são simples e práticas, típicas respostas para uma criança com oito, outra com seis e uma última com quatro anos.

Arrumei minha mala. Não sabia o que colocar dentro dela. Era a primeira vez na minha vida que estaria viajando sozinha. Vinte e cinco anos e nunca viajei sozinha! Pode? Pode. Essa sou eu. Ou melhor, era eu.

Meu marido me incentivou muito a ir. Disse ser bom eu ir ver as amigas. Amigas virtuais, que conste nos autos. Mas minhas melhores amigas.

Havíamos combinado tudo: eu chegaria na sexta a noite e a Lu me buscaria na rodoviária. Dormiria na casa dela. Sábado de manhã buscaríamos a Lud no mesmo lugar. Iríamos direto para a Bienal. Teria muita andança, muitos autógrafos, muitos livros, muito cansaço e muita felicidade. Na volta, uma saída a algum lugar para relaxarmos. Domingo precisaríamos sair cedo se quiséssemos conseguir senhas para as sessões de autógrafos principais (para nós, claro!). Estaríamos de volta antes da cinco da tarde. Uma boa saída, um bom descanso e partiríamos Lud e eu segunda de manhã. Eis o plano.

“Eu não quero que você viaje, mãe!”, disse minha filha. A frase veio acompanhada de lágrimas e um abraço bem apertado. Doeu muito ouvir isso. Nunca viajei sem minha família e temia que a dor da saudade me impedisse de fazer isso pela primeira vez. Dei um beijo na testa dela, abracei-a novamente. “A mamãe não vai demorar pra voltar, tá?”. Uma meia mentira. Três dias seriam muito para mim, uma eternidade longe da minha família.

Voltei minha atenção a mala. E a mudança. Ainda não mencionei que estava arrumando a mudança. Pois é. A imobiliária quis uma data para nossa mudança e a escolhida foi justamente o sábado em que eu estaria fora. Meu marido não se importou. Disse que era para eu ir e me divertir, que ele cuidaria das nossas coisas. É por isso – e por vários outros motivos – que o amo. Ele é meu porto seguro, minha fortaleza, meu tudo, que me apoia e me consola… Sim. Consolou, pois sabia o quanto estava difícil para mim pensar em ficar longe deles.

Quase cinco da tarde e ele ainda não havia chegado em casa. Minha mala estava pronta com outra mala dentro, uma de rodinhas para facilitar a andança com os livros lá na Bienal. Meus filhos já haviam tomado café, eu havia tomado café e estava andando de um lado para o outro, a ansiedade me consumindo por inteira. Ele chega em casa e vamos praticamente correndo para o carro.

Meu ônibus partiria as seis e meia da tarde. Ainda precisávamos passar na imobiliária para pegar as chaves da nova casa e em algum supermercado onde eu pudesse comprar algo para comer no ônibus. Afinal, cinco horas de viagem sem comer não dá!

Passamos em ambos. Demoramos na imobiliária. Demorei no supermercado. Cheguei na rodoviária já eram mais de seis horas, isso porque meu plano era chegar lá meia hora antes da partida do ônibus!

Me despedi da minha família. Estava chovendo. Propício, eu pensei. Eu estava em prantos. Meus filhos também. Digo que quase me desidratei dentro daquele ônibus enquanto segui viagem.

Estava escuro. Era noite, não estaria claro! Não vi muita coisa… Chorei um pouco mais. Dormi. Acordei na parada em Resende. Desci e fui ao banheiro. Voltei. Comi. Chorei de novo. Dormi. Conversei bastante com minhas amigas pelo celular. O wi-fi do ônibus era horrível! Usei a rede do meu celular mesmo. Dormi novamente.

Acordei passando mal. Estava com a pressão baixa e os ouvidos tampados. “Estamos descendo a serra”. A ansiedade não me deixou raciocinar que era preciso descer a serra para chegar a uma cidade litorânea. Droga! Minha pressão sempre cai quando eu viajo para o litoral, ida e volta. Que seja! Já estou aqui.

Cheguei ao Rio de Janeiro e enfrentamos trânsito na Avenida Brasil (eu só soube que estava lá com a ajuda das minhas amigas). Mais tarde descobri que a polícia estava fazendo blitz. Lei Seca.

Finalmente estava chegando na rodoviária. Chegou a mim o medo, fruto da ansiedade descontrolada que crescia em mim naquele momento. “Como vou saber quem está me esperando lá se eu nunca a vi pessoalmente?”. Esse foi meu pensamento ao pararmos. Vi um rosto que só conhecia por fotos. Mas eu soube. Era ela a pessoa com quem eu havia conversado.

 

Continua…

 

Oi, amores!!!

Como vocês estão? Estou de volta com o blog e tenho muita coisa linda preparada para vocês!

Para começar, vocês acabaram de ler a primeira parte da minha viagem ao Rio de Janeiro, entre 4 e 7 de setembro. Foi uma aventura incrível! Os detalhes de como foram meus dias na Bienal do Livro virão nos próximos posts.

Já deixando vocês a par do que vem por aí, irei mostrar as fotos que tirei no evento, mostrar meus livros também e tem coisinhas fofas para vocês, aguardem!!!

Até a próxima, lindos! ❤

 

Beijinhos. 😉