[Diário da Depressão] O dia em que enfrentei o mundo sozinha pela primeira vez.

Olá, amorecos.

 

GENTE! MINHA VIDA TÁ DO AVESSO!!!!

Aconteceu muita coisa, algumas boas, outras ruins, mas o pensamento é um só:

Uma das coisas bacanas eu vou compartilhar agora com vocês.

Antes, história (pra variar…):

Não comentei com vocês, mas abandonei meu tratamento. Eu já havia deixado de tomar o calmante, mas isso fazia parte do tratamento. Dormir por conta, sem ajuda de remédios, sabem? Mas eu já estava cansada há muito tempo de ter que tomar o antidepressivo. Ok, ele me ajudava a manter minha vida normal, só que isso não duraria para sempre. Vida “normal”, sim. Antidepressivo, não.

Decidi parar de tomar assim, do nada. Tomei um dia, no outro não.

Foi horrível.

Passei duas semanas em uma abstinência horrenda! Tive muitos, MUITOS enjoos, muita dor de cabeça, muita insônia, muito mal estar, muito tudo-de-ruim que vocês possam imaginar. Teve choro, explosões de raiva, olha…. Não foi fácil.

Felizmente, isso passou. Ainda estou regulando meu sono, mas o restante já está legal. Tive o apoio incondicional do meu marido e de duas amigas muito especiais (beijos, Mila e Tati ❤ ) para passar por esse período turbulento.

Meu marido, sem dúvidas, foi o apoio maior nisso tudo. Na primeira semana sem o medicamento, certa noite não dormi. Nada. Virei a noite em claro. Cochilei 40min depois das 8h da manhã. Só dormi quase meia noite do dia seguinte, totalizando mais de 36h acordada. Tive uma explosão de choro horrível durante o dia, briguei com ele mesmo ele não tendo culpa de nada. Ele foi super compreensível, não agiu como um babaca (coisa que sei que muita gente faria), me acalmou e me ajudou a descansar a noite.

ENFIM! Acabou a abstinência e sobrou apenas a ansiedade a ser “tratada”.

Dito isso, vamos para o acontecimento dessa semana.

Semana passada recebi uma ligação para ir fazer uma entrevista de emprego. “UAU! Que bacana!!”. Não, gente… A entrevista era em São Paulo/SP e eu moro em São José dos Campos/SP (quase 2h de carro/ônibus de distância).

Claro que não recusei ir fazer a entrevista, até porque não podemos nos dar a esse luxo nesse tempo de “vacas magras”. O lugar não era longe: pega o ônibus na rodoviária, desce na rodoviária, pega o metrô dentro da rodoviária, desce na estação, anda 3 quadras e voilá! Cheguei.

Mas eu já falei aqui e repito: a ansiedade sempre piora o quadro.

Não era tão simples assim na minha cabeça. Eu já estava vendo o momento em que eu seria assaltada na rodoviária em São Paulo ou na estação do metrô ou dentro do metrô; me via pegando o metrô errado e me perdendo em algum lugar completamente perigoso; visualizava eu, saindo da estação, mas, em seguida, me perdendo no caminho até o local da entrevista; pensava naquela multidão de São Paulo e eu tendo que andar em meio a ela e já me sentindo sufocada mesmo estando sozinha no meu quarto imaginando essa situação toda.

A entrevista nem era o problema!!!

Mas o universo é lindo e não me deixou na mão. Fiz dona Camila (a.k.a. Mila) me acompanhar para amenizar toda essa minha ansiedade. Ela, muito amor nessa vida, aceitou de pronto. Mesmo assim, eu precisaria pegar o metrô sozinha, pois ela só poderia me encontrar na “outra ponta” da linha.

“Respira, inspira e não pira, Graziela.”

Fui e pensei seja o que Deus quiser.

E to viva. kkkkkkkk

Foi uma experiência apavorantemente incrível. Me assustei com cada pessoa que olhava para mim; cada um que virava bruscamente em algum lugar próximo era motivo para fazer o sangue sumir do meu rosto…

Quando encontrei a Mila, o alívio e as felicidades (sim, plural)* foram tão grandes que segurei firme para não chorar.

Enfrentei meus medos e consegui não deixar a ansiedade ditar as regras da minha vida. Foi tão libertador!!! Eu vi que sou capaz de mais do que minha mente me faz acreditar, que posso sim vencer meu problema sem a ajuda de remédios. Só preciso de coragem e do apoio certo!

Estou pronta para a próxima.

Mesmo que eu tenha medo.

Mesmo que a ansiedade me faça imaginar mil e uma maluquices.

Eu sei que posso.

Sou mais eu. Muito mais eu.

 

Beijinhos! 😉

 

P.S.*: as felicidades foram a de conseguir andar de metrô sozinha pela primeira vez e de encontrar a Mila pessoalmente pela primeira vez também. Segue fotinha:

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P.S.1: Ainda estou esperando a resposta da entrevista. Torçam por mim, amores. \o/

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2 comentários sobre “[Diário da Depressão] O dia em que enfrentei o mundo sozinha pela primeira vez.

  1. Pingback: Por onde andei…. | KitudiBom

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